sobre MISS'OPO

A miss’opo é uma casa que reflecte a personalidade das duas impulsionadoras do projecto e dos demais que a ela se afeiçoam. 

Vizinha da Torre dos Clérigos e dos Aliados no centro histórico do Porto, fez-se espaço, dedicado ao acolhimento de gente interessada no turismo cultural, em que os valores tradicionais da vida de bairro e a promoção das manifestações de contemporaneidade se encontram.

Distribuida por três andares, o rés-do-chão é recepção da guesthouse e café/bar. Subindo, dois andares repartem-se em seis estúdios de alojamento turístico – quatro estúdios T0 e dois estúdios T2.

O projecto arquitectónico desenhou-se com o diálogo entre a Ana, a Paula e o arquitecto Gustavo Guimarães.

A contemporaneidade da arquitectura abriga a vida misteriosa e única do mobiliário e utilidades de outros tempos.

“Navegar é preciso, viver não é preciso” e a miss cruza quotidianamente a maré da mudança e do ecletismo. A casa é o que se sente. 

Teimosa, a miss’opo prefere a particularidade da experiência da cidade do Porto, afecta à realidade cultural e artística, em detrimento da integração no turismo de massa que floresce na Invicta. 

Podem esperar-se surpresas na ocupação do espaço, através da dinâmica das parcerias e ligações que se vão estabelecendo com artistas, galerias e outros agentes culturais. 

A recepção é por vezes loja, outras espaço de intervenção artística mas não uma galeria. Outras vezes haverá em que uma actividade inesperada se instala. O bar é sítio de viver a mesa com tempo, de encontrar um dj SobreMesa ou uma cozinha ocupada por chefes de outras famílias. O menú viaja entre a cozinha tradicional portuguesa e a mestiça. Nunca se sabe o que vai compô-lo no dia seguinte.

A miss’opo abre os braços a todos aqueles que partilham o interesse genuíno pelos ambientes que visitam, aos que usam menos vezes interfaces entre si e o que se lhes apresenta, aos que gostam de calor no acolhimento, aos que se deixam enriquecer pelos outros, aos apreciam deixar-se mudar, aos que multiplicam possibilidades de experiência, aos amantes das artes e da criatividade, aos que se juntam para viver.

Café/Bar

A sala de jantar da Miss’opo abre as portas das 19:30 às 24:00, de terça a domingo.

A sala acolhe até 35 pessoas sentadas e bem-dispostas, com vontade de relaxar dos seus dias.

Tem paredes de cimento que falam na língua do giz.

As loiças e o mobiliário são frequentemente motivo de conversa. Parecem pequenos tesouros com história que chegam à Miss’opo pelas mãos das respigadoras.

A micro-cozinha é a gaiola de onde fogem pratos raros. A gastronomia é portuguesa e mestiça, servida em pequenos pratos para degustação e partilha – é sempre melhor comer acompanhado. 

Todos os dias a ementa muda. De quando em vez, muda-se o chef para variar o palato. 

Há sempre música no ar e, às quintas, monta-se um dj sobre a mesa. As sobremesas, elas mesmas, são caseiras.

A selecção de vinhos é reduzida à região do Douro e aos pequenos produtores com quem a miss mantem uma relação de amizade. As garrafas são montra de alguns ilustradores e a nossa Quinta preferida é a de Tourais graças ao Fernando Coelho.

Os jantares de grupo são limitados a 13 pessoas. O cardápio e o preço devem ser acordados com a Miss’opo. Não há preço estipulado para grupos porque procuramos o preço mais justo conforme a vontade do cliente.

As reservas podem ser feitas por telefone ou e-mail.

A guesthouse

A entrada faz-se pelo número 49 da Rua de Trás, no coração do velho Porto.

A porta dá sobre uma rosa dos ventos para não perder o Norte. As paredes são de cimento, concretas como as gentes que as habitam. A madeira e o metal são companheiros de edificação.

A respigar se escolheu o mobiliário, as loiças de banho ou bancas de cozinha. A miss continua à procura de acessórios, decoração, loiças e alguns utensílios. Assim os estúdios se tornaram diferentes entre si.

Os que por aqui pernoitam, podem viver em estúdios T0 ou estúdios T2.